sábado, 8 de agosto de 2015

Primeiro rolê!!

     Com o vidro no lugar eu fiquei mais tranquilo em relação a segurança, agora dava pra deixar o carro estacionado fora da garagem sem se preocupar (tanto). Bom... Era isso que eu pensava!
     Chegou o sabadão, dia de rolê!


     O pai de um amigo meu tinha aberto uma balada perto de casa e ele distribuiu alguns VIP's para os amigos, mesmo que eu não goste tanto de balada, não iria fazer essa desfeita! Juntamos um pessoal e partiu.
     Carro quase nada baixo + 5 pessoas + falta de experiência com carros baixos + asfalto HORRÍVEL =  Muitas risadas e algumas lágrimas...


     A balada ficava na Av. Sapopemba, zona lost leste de SP, mais ou menos 5 km de casa, coisa rápida, né? Nem tanto... Estávamos em dois carros, o outro chegou uns 10 minutos antes, pelo menos!
     Colei o carro na faixa da direita para não atrapalhar o transito e fui a cerca de 20 km/h, porque é impossível andar mais rápido que isso naquela esburacada rua.. O assoalho do carro não raspava, literalmente batia nas costelas criadas no asfalto pelos pesados ônibus bi-articulados que passam por ali. Eu andava em zigue-zague na pista, para desviar dos buracos, quem viu de fora pensou que eu estava bêbado, com certeza! Até que então, uma dor no peito sem igual eu senti... 

     Ao parar no farol, eu joguei para a esquerda, por causa de um outro buraco bem a direita. Um Gol G3 (lembro muito bem desse carro) que vinha na faixa ao lado jogou para a direita, provavelmente por causa de um buraco também... O corpulento retrovisor dele bateu em cheio no meu (frágil como um papel). Não deu outra, o cara sumiu e eu fiquei lá, com o aperto no coração e o retrovisor parecendo as orelhas de um pastor alemão filhote... E para piorar, escuto de uma menina que estava com a gente: Você dirige mal, hein? Pensa na raiva que senti na hora! Quase chutei a guria pra fora do carro!
     Como já estava chegando, preferi estacionar o carro antes de ver o estrago.. Paro na vaga, todos descem e vou logo colocando um tijolinho atrás da roda. Não quero ver ninguém descendo a rua desgovernado, né?




     Quando olhei o retrovisor, fiquei mais aliviado. Não tinha quebrado nada, apenas soltou o corpo do braço. Por sorte não caiu no chão! Ele não ficou 100%, mas estava no lugar. #partiu balada.
     Lembra quando falei que iria ficar mais tranquilo?? Então... a cada 5 minutos eu ia pra fora ver se estava tudo bem com ele. Era a primeira vez que eu o deixei sozinho, ele poderia estar triste, se sentindo esquecido... 
     Até que meu irmão (essa foi uma das raras vezes que saímos juntos) veio até a mim e falou: Ta preocupado né? Também fiquei assim com meu primeiro carro. Mas o melhor é você deixar ele quieto, vamos aproveitar aqui. E foi o que fiz.
     Horas depois voltamos e tudo certo, ele estava lá. kkk
     Caminho de volta foi tranquilo, deixei todo mundo em suas respectivas casas e quando estava indo para a minha, me aparece um Audi A3 1.8 Turbo. Até ai tudo bem, nem dei bola. Até que ele gruda na minha traseira e liga o pisca. Para muitos isso não faz sentido nenhum, mas para outros faz, e MUITO! Ele estava me chamando para um racha! Bom, era de madrugada, só nós dois na pista, não existia nenhum cruzamento a frente por pelo menos 1 km e eu estava doido para ver do que esse motor era capaz. Então aceitei. Emparelhamos e quando o sinal abriu os dois arrancaram.
     Minhas marchas são muito curtas, devido ao motor do Opala trabalhar com uma rotação bem menos que a do Chevette. Mas o torque que esse motor gera é incrível, saindo forte a frente do carro chega a dar uma envergada leve para a esquerda. Nos primeiros 50~100 metros eu fiquei bem na frente. Acho que ele esperava o motor 1.4 original.... Depois de uns 80~100 km/h ele começou a chegar, e bem rápido! Mais ou menos no meio da ponte ele me passou e foi embora, o que eu já esperava.. Apesar de ter perdido, fiquei feliz com o resultado. O Canabraba respondeu muito bem, ver a puxada pro lado que ele deu foi sensacional. Cheguei em casa bem feliz!!!

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