terça-feira, 21 de julho de 2015

Estrela!

     Meados de agosto de 2014, dinheiro na mão e vontade de ter o primeiro carro no coração. Assim começou essa jornada!
     Mas aí vem a dúvida: qual carro comprar? São tantos modelos, tantas montadoras, tantos valores... Eu não tinha um rio de dinheiro no bolso, logo, não tinha condições (um dia terei!) de comprar o sonhado Dodge Charger 69 preto, com grade frontal do 68 e um "pequeno" supercharger com scoop saindo pra fora do capô... 

     Algo mais ou menos esse aqui: 
(Cena retirada do filme Velozes e Furiosos)

     Então a mesma dúvida passou pela mente: qual carro comprar? Um Chevette! Foi a resposta imediata.

    "Mas por que raios um Chevette, Felipe? Quem QUER comprar um Chevette?" Muitos me perguntaram...


     De verdade? Nem eu sei explicar.. Existe algo nesse carro que me atrai, me agrada.. Meu pai teve um SL/E 1988, prata, todo originalzinho, alinhado. O carro era uma beleza! Certa vez ele bateu feio num cruzamento. Fizeram o coitado parecer um pedaço de queijo no meio de duas fatias de pão de forma, meu pai era o presunto (to brincando gente, ele nem se machucou)... Mas meu pai não desanimou e reformou o cara por completo, como diriam os Mamonas:
 
"Fiz a pintura, importei quatro ferradura
Troquei até dentadura e pra completar a belezura
Eu instalei um Road-Star!"  (leiam a descrição da imagem)

     Porém, como nem tudo são flores, não durou uma semana e um infeliz furtou o Cheva, na frente de casa...Provavelmente usou uma chave de fenda para abrir a porta e dar partida, ou uma faca de cozinha... Nunca saberemos...

     Anos passados, mágoas esquecidas, era a minha vez. Como sempre fui apaixonado por carros antigos (nada de plastimóvel aqui!), eu TINHA que ter o meu Chevettinho. Inicialmente fui atrás dos mais "novos" ( o Chevette parou de ser fabricado no ano em que nasci, por isso as aspas), como o modelo do meu pai. Anúncios na internet não faltam, são milhares, p
ara todos os gostos.
     Gostei muito de um dourado que vi, ano 90, suspensão a ar e rodas 18, tudo legalizado. Mas o dono queria um pouco demais, R$ 9000,00, à vista! Eu não tinha tudo isso, então logo deixei para lá...

     Douglas, um grande amigo meu, também apaixonado por antigos, dono de um Opala 90 LINDO, sempre me dizia: Compra um tubarão (modelo fabricado entre 1973 e 1977), ele é muito mais estiloso! Então passei a procurar por eles também.
     Entrei em vários grupos no Whatsapp e Facebook, atrás de vendedores aqui pela região, apareceram muitas ofertas, algumas boas, outras nem tanto. Mas sempre que fazia a visita, acontecia alguma decepção, algo para estragar...

    Em outubro, fui com amigos para Itanhaém, comemorar meu aniversário e de mais uns 5. Até que postei uma foto minha na praia em um dos grupos no Whats e logo veio uma pergunta: É Itanhaém? Seguido de: Também estou ai! Era Alisson, um rapaz de Sorocaba que tinha um tubarão 75 com visual rat-look (pouco chamativo) e mecânica de Opala 4 cilindros. Eu já tinha visto esse carro em fotos e flyers por ai, não sabia que era dele, muito menos que estava tão perto, e ele estava VENDENDO! Então não perdi a oportunidade e marcamos para eu dar uma olhadinha. Eis ele aqui: 





CALMA!! Com um pouco de edição fica melhor...



Bonito? Bem... não. Mas realmente chamava muita atenção! Gostei dele. O interior não era mais original, volante mal trocado, painel e bancos dos modelos mais novos. Mas nada terrível. Hora de dar uma volta e..... BUM! Tudo mudou.

     Ao sentar no banco e bater a chave, foi como se eu e ele nos ligássemos como um só, algo que nunca senti por carro algum. O ronco maravilhoso, a rotação do motor e suas 2503 cc³ fazia o carro inteiro vibrar, foi amor a primeira partida!!! A primeira volta foi tensa, parecia uma cavalo selvagem dando coices, tive um pouco de problemas com a embreagem, que estava muito baixa, mas depois de alguns minutos me acostumei. Terminei a volta com o pensamento: É este!

     O valor estava muito acima do que ele realmente valia, mas o Alisson viu que realmente gostei do carro e bateu o pé, fia da mãe kkkk

     Na semana seguinte fui até Sorocaba buscar o carro, uma viagem de 120 km, bom que já aproveitei a volta para me acostumar com o carro. Fui com meu pai, minha irmã e mais 2 amigos, Douglas e Guilherme. Com exceção do meu pai, todos já tinham visto o carro, então era a hora de apresentá-lo para meu velho. 
     Rapaz... Pensei que eu iria apanhar no meio da Raposo Tavares. Ele A.M.O.U. o Estrela, tanto que iria me bater com o para-choque enferrujado dele ali mesmo, se estivéssemos sozinhos! Como o negocio já estava feito, garoupas foram passadas para lá, chave e documentos para cá. E partiu estrada!

     O carro respondia muito bem, apesar das marchas curtas pelo pouco giro do motor torcudo do Opala. Se não me engano chegamos a bater 140Km/h na volta, acompanhando meu pai que ia no carro da frente (dirigia como se estivesse nervoso, porquê será?).
     Chegando em Santo André, meu pai foi direto para casa. Eu estava com Guilherme no carro e decidimos dar uma volta pelo centro, precisava estreiá-lo, né? Não deu outra, praticamente todos olhavam para nós, ou por causa da "sinfonia" que saia de seu escapamento, ou pelo seu visual nada convencional. Um Sr. veio até falar comigo no farol, disse que teve um do mesmo estilo e chamava Ratoeira! Foi então que pensei: Preciso criar um nome para ele! 

     Mas isso fica para depois, acho que já deu por hoje, né? kk

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